Ficção histórica em 3 atos de Manoel Prazeres.
Primeira versão: 12 de abril de 2006
Última revisão: 17 de julho de 2026
Uma ficção histórica criada a partir da Guerrilha do Araguaia (1967–1974) e outros acontecimentos representativos do acidentado caminho em busca da democracia no Brasil e na América do Sul.
Angela: cineasta, 39 anos em 2012 e 20 anos em 1993.
Cesar: militar, 42 anos em 2012.
Bruna: filha de Angela e Cesar, 18 anos em 2012.
Pedro: 19 anos em 1991 e 16 anos em 1988.
Maria: mãe de Pedro, 39 anos em 1993 e 37 anos em 1991.
Esperança: mãe de Maria, 76 anos em 2012 e 55 anos em 1991.
Namorada: de Pedro, 18 anos em 1991 e 15 anos em 1988.
Euclides: pai adotivo de Pedro, 49 anos em 1991 e 38 anos em 1980.
Adalgisa: mãe adotiva de Pedro, 39 anos em 1991 e 28 anos em 1980.
Recepcionista: de hotel, em 2012.
Padre: em 1991.
2 militares: em 1980.
2 esposas: de militares, em 1980.
O prólogo e do epílogo estão no presente. Por este motivo, a data neles impressa é a desta última revisão, ou seja, sexta-feira, 17 de julho de 2026. Mas esta data sempre deverá ser alterada para coincidir com a data da apresentação – encenação ou leitura – da peça. O dia e o mês da morte de Angela também devem coincidir com o dia e o mês da apresentação. O ano da morte de Angela é 2017. As idades de Cesar e Bruna, no prólogo e no epílogo, também devem acompanhar a data da apresentação.
No prólogo, está fixada a distribuição das personagens por cinco atrizes e três atores. Atrizes: Bruna; Angela; Esperança e uma esposa de militar; Maria e outra esposa de militar; namorada de Pedro e Adalgisa. Atores: Cesar e um militar; recepcionista, padre e outro militar; Pedro e Euclides.
Angela prepara-se para viajar ao Araguaia onde vai rodar um novo filme. Procurando atrair a filha para que vá junto com ela, Angela conta a história de Pedro, um rapaz nascido no Araguaia durante a guerrilha nos anos 1970 e sequestrado pelos militares. Nos intervalos entre as entrevistas, Angela continua a sua história e a filha vai criando a sua versão. Cesar chega e tenta demover Angela do projeto. Ele é militar e conhece os riscos. Mas Angela sabe que a sua história vai muito além de uma notícia de jornal.
A peça nunca foi encenada. No dia 19 de abril de 2010, foi realizada uma leitura na Casa da Gávea, Rio de Janeiro. Com Helena Varvaki, Paulo Giardini, Ana Lopes, Márcio Vito, César Cardadeiro, Monnica Emilio, Marcos França, Patrícia Elizardo, Marly Santoro de Brito e Juan Leal. Direção de Manoel Prazeres.